José Aldo diz ter adversários na cabeça para depois do UFC 212 – Foto: Thiago Duval

José Aldo deseja fazer super lutas após duelo contra Max Holloway no UFC 212

Protagonista do UFC 212, que acontece dia 3 de junho no Rio de Janeiro, José Aldo participou de entrevista coletiva no Morro da Urca na última terça-feira (11) ao lado de seu adversário, Max Holloway e do ex-campeão dos médios (até 84kg) Anderson Silva. O campeão linear dos pesos-penas (até 66kg) conversou com jornalistas e demonstrou uma nova postura respondendo as provocações. Para o atleta da Nova União a mudança de comportamento é proposital.

“A troca de farpa é ótima pra mim, isso que vende. Essa é uma geração totalmente diferente de quando comecei. Quando comecei, eram lutadores que tinham respeito à filosofia da luta. Hoje em dia tem o lutador Nutella e o real. Hoje em dia está uma palhaçada. Se você não falar, provocar, não luta com ninguém, só fica pra trás. O ranking não serve de nada, o que serve é falar, provocar, vender a luta. O que move hoje em dia é o dinheiro. Isso pra mim é super normal. Gosto disso. Na minha penúltima (contra Conor McGregor), ganhei bastante dinheiro. É nisso que penso hoje em dia. Quero ser o campeão que sempre fui, tenho a minha honra e respeito, tudo que aprendi, mas não vale mais a pena ser o bom mocinho, o verdadeiro campeão. O negócio é xingar, falar… Os atletas sabem o que acontece por trás, as declarações de cada um por trás, mas é muito mais fácil chegar na mídia e vender. Se eu falar que quero o Pacquiao já gera manchete, vira uma bola de neve, só tem a crescer. Quanto mais falarem, para mim é ótimo, faz a luta ser grande. Aqui no Rio, pode ter certeza que será casa cheia, lutar aqui é especial, mas tem que ter provocação. Agora são os atletas que casam a luta. Se chegar e xingar, é a luta que vai acontecer. Quando termina a luta, cada um segue para o seu lado e com dinheiro no bolso. Tem que xingar a mãe do outro, a p*** toda, que é o que vai dar dinheiro”, disse.

Para José Aldo a provocação é normal e importante para promover as lutas, mesmo não sendo o perfil do lutador brasileiro.

“O que move é o dinheiro. Os atletas têm que entender esse lado. Eu, particularmente, não gosto, fui criado de outra maneira. O Dedé, quando me fez o atleta que sou, não foi dessa maneira, mas, como te falei, temos que nos adaptar. Se se tornou isso, querendo ou não, é bom ter dinheiro no bolso. Promoção tem que acontecer, isso vem desde a época do boxe, com provocações, é normal, mas cutucar não é do atleta brasileiro. Não é nosso perfil provocar, temos respeito, mas os atletas brasileiros têm que entender que tem que ser assim e dar uma provocada”, disse.

José Aldo também falou sobre o privilégio de voltar a lutar no Rio de Janeiro, já que a cidade onde mora e treina.

“Para mim é um privilégio muito grande estar nesse card. É a cidade que moro, a arena vai estar lotada, é um grande evento, tem algo a mais lutar no Rio de Janeiro e, para mim, lutar aqui é uma felicidade muito grande”, comemorou José Aldo que também falou sobre fazer a luta principal no mesmo card de Anderson Silva.

Fico feliz de fazer a luta principal, ainda mais no Rio de Janeiro, é uma felicidade muito grande, tenho respeito pelo Anderson, pela carreira dele, toda a história e o que representa para nós, mas é uma disputa de cinturão, são dois campeões. Não vejo problema, mas se fosse a primeira luta também seria ótimo. O importante é lutar e fazer grandes lutas. É f… esperar até o final, o enrolamento é p***, mas fechar o evento tem um charme, fico feliz com isso. Trabalhei para isso”, disse.

José Aldo terá pela frente Max Holloway pela unificação dos cinturões dos penas, já que o brasileiro é o campeão linear e o americano, o interino. Após o duelo contra Holloway, o atleta da Nova União deixou claro o desejo de desafiar atletas de outras categorias para super lutas.

“Primeiramente, tenho que fazer essa disputa. Assim que vencer penso em tomar outros rumos. A categoria deu uma parada. Não só a minha, mas os leves também. Quis fechar a luta no peso de cima, não aconteceu, então o pensamento é na próxima luta. Tenho algumas lutas na cabeça que quero fazer, quero super lutas, desafiar outros atletas. Podem ter certeza de que já tenho tudo programado na cabeça assim que a gente vencer”, disse.

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