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Lyoto Machida lidera brasileiros no UFC Belém

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A chuva não deu trégua para os espectadores e atletas do UFC Belém, que aconteceu no último sábado(03), no estádio Mangueirinho, na capital do Pará. Chovendo desde as 10 da manhã, os paraenses compareceram em peso ao estádio que tem capacidade de 12.000 pessoas (arquibancada) para prestigiar tanto os atletas paraenses quanto os brasileiros presentes no card dessa edição. E pelo visto valeu o sacrifício de enfrentar “o mundo caindo”, isso porque das 11 lutas 9 vitórias foram brasileiras, duas delas bem polêmicas, por sinal, mas apesar da polêmica os gritos de apoio da torcida . O diferencial dessa edição para as outras que aconteceram no Brasil foi que os lutadores estrangeiros que venceram foram bastante aplaudidos, mostrando que o importante foi a garra para vencer.

Polyana Viana foi a terceira a representar o Brasil no card preliminar, e com isso, além da pressão de estrear no UFC em casa ( literalmente já que ela é paraense),ainda tinha a pressão de manter a invencibilidade brasileira. A adversária de Polyana era a também estreante, no UFC, Maia Stevenson. A luta começa e a paraense queda a americana, e no chão tenta pegar o braço da rival, e isso aumenta os gritos da torcida para a brasileira, porém sem o uh vai morrer voltado para os estrangeiros, presente nas duas lutas anteriores. Depois disso a paraense consegue ainda, dar uma chave de perna, mas Maia consegue se desvencilhar, a luta amorna um pouco, mas ainda com uma certa vantagem para Polyana, que tenta uma guilhotina, novamente defendida pela americana. Até que a paraense consegue encaixar um belo mata-leão conseguindo assim uma vitória por finalização. A paraense conta agora com um cartel de 10 vitórias e 1 derrota na carreira.

Enquanto a luta feminina no card preliminar foi por finalização para a brasileira, outra luta de brasileiro dentro do card preliminar foi bastante polémica. Se trata da luta do paulista Sérgio Moraes contra o americano Tim Means. Essa luta começa com Moraes sendo apoiado pelos espectadores com o refrão de ” Vai Serginho” do MC Serginho. Serginho se desequilibra e no chão fica provocando seu adversário, o que leva os paraenses, e todos os brasileiros ao delírio. Após essa graça, ambos trocam golpes( jabs, diretos e chutes), sendo que os do americano eram um pouco mais eficientes, mas mesmo assim bastante equilíbrio no embate, o que levou a decisão para os juízes. O brasileiro saiu vitorioso, pois na visão de 2 de 3 juízes ele se saiu melhor do que seu adversário.

Dando um salto para o card principal, temos o duelo das loiras, ou melhor, a luta da brasileira Priscila Pedrita X Valentina Shevchenko, que por sinal foi uma luta bastante contestada pela torcida, já que Valentina já possui uma certa experiência no UFC, inclusive Valentina havia perdido sua última luta antes dessa edição para Amanda Nunes e decidiu descer de categoria para buscar outro cinturão, enquanto que essa edição seria a luta de estreia no UFC. Não tem muito o que dizer dessa luta, a não ser que foi um massacre sangrento, primeiro pelos 154 golpes da atleta de Quirguistão e nenhum da brasileira. Outra consideração feita pelos fãs da luta, e pelo próprio Dana White em sua rede social, foi o fato do árbitro da luta Mario Yamasaki, não ter parado a luta antes.

“Priscila Cachoeira, você mostrou coração e foi muito forte em sua luta. Estou honrado em tê-la lutando no UFC. Infelizmente, o árbitro está ali para te proteger e Mario NÃO fez isso. Não foi a primeira atitude horrível dele no octógono. Outra coisa é que não posso fazer nada sobre isso, apenas a Comissão Brasileira (CABMMA) pode. E espero que, depois deste show de horrores, ele (Yamasaki) nunca pise num octógono de novo”, escreveu Dana.

Outra luta polêmica, de acordo com alguns espectadores, foi a luta principal entre o Paraense Lyoto Machida e o americano Eryk Anders. Apesar de luta bastante equilibrada, o Samurai Paraense aproveitou a energia e a torcida de seus conterrâneos e fez as pazes com a vitória. Lyoto começou bem a luta ganhando o primeiro round com chutes rápidos tanto baixos quanto médios e altos, prova disso foi que a orelha de Anders estava sangrando bastante. Em um destes ataques consegue derrubar seu adversário com um golpe que acertou o joelho, e como o americano estava caído, o “dragão” já sabia o que fazer, foi pra cima e acertou vários golpes deixando cada vez mais marcas na perna do adversário.

Porém no 2º round, Eryk voltou com bastante garra e focado em cercar seu adversário, porém com os golpes que não atingiram seu adversário, e conseguiu não teve o efeito esperado, ou seja foram pouco eficientes.

Já no 3º “tempo”, o americano encurtou ainda mais a distância, caminhava pra frente e acertava bons socos no paraense, machucando bastante o rosto de Lyoto, prejudicando sua visão e acertando menos golpes do que o adversário.

Lyoto voltou melhor para o quarto round. Disparando chutes eficientes contra Anders. Porém perde o equilíbrio e cai ao tentar se esquivar de uma investida do norte-americano. Era tudo o que o americano queria. Anders não perdeu tempo e colocou pressão junto a grade e volta a “massacrar” o rosto Machida. Porém, o apoio da torcida fez com que “o faixa preta” virasse fênix e renascesse das cinzas, ou melhor do sangue e voltasse a gingar.

Como a luta estava aberta, o quinto round era tensão para todos os lados, Lyoto Machida voltou a utilizar chutes fortes, alguns altos como o primeiro que foi defendido pelo americano e outros baixos, enquanto Eryk Anders tentava encaixar o soco, ou levar a luta para o chão com o objetivo de definir a disputa. Com melhores golpes encaixados, o brasileiro levou a melhor na parcial e na decisão dos árbitros.

“Isso aqui não tem preço. Usei muitos chutes e muita movimentação. O Eryk é muito duro e um grande atleta e fico muito feliz com a vitória. Michael Bisping, vou atrás de você” disse Lyoto ainda no octógono.

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Resultados do UFC Belém:
CARD PRINCIPAL
Peso médio: Lyoto Machida derrotou Eryk Anders na decisão dividida dos juízes (48-47, 47-48, 49-46)
Peso mosca: Valentina Shevchenko finalizou Priscila Pedrita com um mata-leão a 4m25s do R2
Peso leve: Michel Trator derrotou Desmond Green na decisão unânime dos juízes (29-28, 30-27, 29-28)
Peso pesado: Tim Johnson derrotou Marcelo Golm na decisão unânime dos juízes (29-28, 30-27, 29-28)
Peso médio: Thiago Marreta derrota Anthony Smith por nocaute técnico a 1m03s do R2
Peso galo: Douglas de Andrade derrotou Marlon Vera na decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 30-27)

CARD PRELIMINAR
Peso meio-médio: Serginho Moraes derrotou Tim Means na decisão dividida dos juízes (29-28, 28-29, 29-28)
Peso leve: Alan Nuguette derrotou Damir Hadzovic na decisão unânime dos juízes (30-25, 30-27, 30-27)
Peso galo: Iuri Marajó derrotou Joe Soto por nocaute técnico a 1m06s do R1
Peso mosca: Deiveson Figueiredo derrotou Joseph Morales por nocaute técnico a 4m34s
Peso mosca: Polyana Viana finalizou Maia Stevenson com um mata-leão a 3m50s do R1

Por: Carol Meneses

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