Mayra Aguiar comemora o bicampenato mundial de Judô - Foto: Laszlo Balogh/Reuters

Mayra Aguiar conquista bicampeonato mundial de Judô em Budapeste

O Judô brasileiro conquistou na última sexta-feira (01) sua primeira medalha de ouro no Campeonato Mundial de Judô, realizado em Budapeste, na Hungria e a responsável pela conquista foi Mayra Aguiar que se sagrou campeã ao vencer a japonesa Mami Umeki, que defendia o backnumber vermelho na categoria meio-pesado (78kg). Esse é o segundo título mundial de Mayra, que antes havia vencido a competição em Chelyabinsk, na Rússia, em 2014, e igualou o feito do também gaúcho João Derly, que agora são os únicos judocas do Brasil a serem bicampeões do Mundo.

“Ele (João Derly) foi uma ispiração para mim, desde novinha. Estou muito feliz. Ainda não consegui entender o que aconteceu. Estava muito focada, me preparei muito para essa competição. Eu sabia o quanto é gostoso ser campeã mundial. E eu sou bicampeã mundial. Isso é demais, é muito bom”, disse Mayra Aguiar após a conquista.

Mayra Aguiar começou a caminhada com duas vitórias avassaladoras sobre a jovem Klara Apotekar, da Eslovênia, e a austríaca Bernadette Graf, ambas por ippon.

Nas quartas-de-final, Mayra Aguiar teve pela frente uma revanche contra Audrey Tcheuméo. As duas haviam se enfrentado nas semifinais dos Jogos Olímpicos Rio-2016 e a francesa levou a melhor. A gaúcha entrou em ação disposta a reverter o resultado do ano passado e chegou a ser punida duas vezes, mas conseguiu projetar a rival, pontuando com um waza-ari e imobilizando, na sequência, fazendo Tcheuméo desistir do combate. Ippon e vaga na semifinal para Mayra.

Mayra Aguiar teve pela frente nas semifinais Ruika Sato, o duelo foi bastante emocionante, já que as duas ficaram no limite, com dois shidos (infrações) cada. A japonesa pressionou, tentou de tudo, mas Mayra segurou a pressão e, com um waza-ari, garantiu presença na final.

Na final, Mayra Aguiar teve outra japonesa pela frente e mostrou mais agressiva o tempo todo. Com uma boa pegada, anulou o jogo de Mami Umeki e forçou duas punições. No limite, Umeki atacou e só no minuto final do tempo regulamentar esboçou um pouco mais de ação, a fim de evitar mais uma punição. O duelo foi para o golden score e Mayra foi implacável e precisou de apenas 11 segundos para surpreender a adversária e conseguir um waza-ari para conquistar o bicampeonato mundial.

Maria Portela termina em 7º e Samanta Soares, novata em mundiais, cai na estreia

O Brasil também entrou em ação com Maria Portela que começou a campanha com vitória sobre Hye Jin Jeong, da Coreia do Sul. A luta foi para o golden score com as duas atletas empatadas com um waza-ri. A brasileira conseguiu pontuar e saiu vitoriosa. Na segunda luta, a gaúcha teve pela frente a britânica Gemma Howell. O confronto mais uma vez foi para o golden score, que terminou empatado em punições (2-2) no tempo normal. Na prorrogação a brasileira pontuou com um waza-ari para permanecer viva na briga por sua primeira medalha mundial.

Nas quartas-de-final, Maria Portela encarou a japonesa Chizuru Arai. O duelo começou com a brasileira levando um shido, mas Maria conseguiu mais ataques e Arai foi punida, empatando a luta nas punições e o combate foi também para o tempo extra. No golden score, a gaúcha tentou um ataque, mas ao cair de joelhos encostou nas pernas da nipônica, o que foi interpretado como catada e a raçudinha acabou punida pela segunda vez, que deu a vitória para Arai.

Maria Portela foi para repescagem e enfrentou a espanhola número nove do mundo, Maria Bernabeu. A gaúcha foi superada por um waza-ari, além de ter recebidos dois shidos (punição). Com a sétima colocação, a brasileira encerrou sua participação no Mundial chorando.

Estreante em Campeonatos Mundiais, Samanta Soares teve uma parada dura logo na estreia enfrentando a atual campeã mundial Mami Umeki, do Japão. A japonesa não deu chances a brasileira quando conseguiu um waza-ari e em seguida uma imobilização da adversária por vinte segundos, equivalente ao ippon.

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